Dados avançados pelo presidente da Associação de Motoqueiros e Transportadores de Angola (AMOTRANG), Bento Rafael, revela que Luanda continua a ser o centro das fatalidades, com o registo de maior número de casos.
A inobservância das regras do Código da Estrada está na base destas ocorrências que enlutaram famílias e deixaram outras centenas de pessoas com sequelas irreversíveis
Um universo de 15 mil cidadãos perderam a vida em todo o país em consequência de 30 mil acidentes de viação, envolvendo mototaxistas durante o ano todo de 2025 até ao mês de Janeiro deste ano.
Na sequência, explicou, seguem as províncias de Benguela, Bié, Huambo e Huíla. Já Malanje é uma das províncias que registou, nesse período, uma baixa ocorrência, ao contrário do que era anteriormente. Entre as causas desses acidentes, o líder associativo explicou que a inobservância das regras do Código da Estrada esteve na base das ocorrências que enlutaram famílias e deixaram outras centenas de pessoas com sequelas irreversíveis.
Resistência à formação
De acordo com Bento Rafael, grande parte dos operadores de mototaxis continua a mostrar resistência à formação, situação quecontribui para que os acidentes continuem a ser registados em números preocupantes.
A título de exemplo, a fonte esclareceu que, dos 1 milhão de operadores de mototaxis em todo o país, apenas 14 mil têm formação em matéria de Código da Estrada.
Ainda segundo Bento Rafael, apesar de a sua organização ter levado a cabo regularmente o processo de formação, até mesmo em sistema ambulatório, ainda assim, frisou, tem sido difícil convencer os operadores de mototaxis a se capacitarem.
C/Jornal O País



