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Quinta-feira, Abril 2, 2026

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“A mudança política do país carece de novos actores”: Vice-Presidente do CIDADANIA Antas Miguel

O Vice-Presidente do partido CIDADANIA, Antas Miguel, entende que não se chega a um resultado diferente, fazendo da mesma forma, a mudança política no país carece de novos actores. Continuamos numa forma de governação igual durante 50 anos.

O político avança que não tem como validar uma oposição que faz a 50 anos da mesma forma, forma que não trouxe o resultado esperado pela nação. A expectativa e os resultados que o partido almeja, obriga-nos a abordar o fenómeno político no país de forma diferente.

De acordo com dados da Comissão Nacional Eleitoral, cerca de 60% da população angolana abastém-se das eleições gerais, números que na visão do político, deve ser estudado e entendido a causa que motiva a não participação dos eleitores.

“A governação actual como a oposição são validadas apenas por 40% dos eleitores, ou seja, o governo é legitimado apenas como 20% da aprovação dos eleitores e a oposição com 19% dos eleitores. Por outro lado, os 60% de que até hoje não se predispuseram em participar da vida política”.

Antas Miguel, avança que deve se interpretar correctamente a razão pela qual não participam. No seu entender, não é por falta de partidos é porque ainda não se conseguiram se rever num partido político, numa solução política que eles entendam que seja capaz de resolver o problema do país.

“O nosso foco é preparar uma aparição pública com uma narrativa política, com estratégia de implementação e de divulgação de um novo projecto político que seja capaz de retirar esses 60% de pessoas que dizem, eu nem quero saber do país e que são a maioria”, assegura.

O partido CIDADANIA vai encontrar um caminho diferente que seja capaz de alterar pelo menos a propensão e a predisposição das pessoas e dos votantes participarem no processo político em Angola.

Avança que os 60% da abstenção, representam essa forma particularmente errada com que nós estamos a olhar para fenómeno político. E quem olha o processo ao longo dos 50 anos vai perceber que houve muito ânimo, muita entrega das pessoas em 1975, porque acreditavam que aquele processo político estava correcto.

Os 50 anos desmobilizaram pessoas a participação na vida política. A narrativa política, o politicamente correcto e o perfil dos políticos tem que ser outro. “Não podendo ser o mesmo, do contrário não conseguiremos incluir os 60% de pessoas que se abstem da vida política”.

Há uma informação bastante clara sobre os passos que nós devemos dar nesse processo de afirmação e consolidação do partido no seu contexto político nacional. Portanto, concluímos a primeira fase no fim do ano 2025, que era a de consolidar toda a parte jurídico legal do partido para que tivéssemos condições de participar na vida política exigidas por lei.

Vamos seguir o segundo passo atinente a apresentação e implantação física do partido em todo o território nacional, um processo que está em fase deestruturação e organização logística para a sua efectivação nos próximos dias.

O Vice-Presidente Antas Miguel, falou em volta das celebrações do mês da mulher, no âmbito do encontro “Cidadania no feminino” que teve lugar no dia 28 de março, no município do Cazenga em Luanda.

A formação cingiu-se em problemas reais da nossa sociedade, alguns com mais ênfase para a vida das mulheres, mas que no conjunto representariam uma contribuição do partido, para com a solução de um conjunto de problemas de natureza jurídica e social que as mulheres vivem.

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