A edição de 2026 do Carnaval de Luanda está a ser marcada por um clima de forte tensão e descontentamento relativamente a morosidade que se regista no pagamento dos prémios dos grupos vencedores e a organização.
O actual governador da província de Luanda, Luís Nunes e o presidente da Associação Provincial do Carnaval de Luanda (APROCAL), Tani Narciso, são acusados de manterem uma posição de “finca-pé” perante as reivindicações dos grupos carnavalescos e do pessoal da organização, que denunciam o incumprimento no pagamento dos prémios e salários devidos.
Vencedores sem prémios e dívidas acumuladas , transcendem a todas as categorias da maior festa popular da capital. Até à data, nenhum dos grupos vencedores das três classes do Carnaval de Luanda recebeu a premiação divulgada durante a época carnavalesca.
Este atraso está a sufocar as agremiações, entretanto, muitos grupos de adultos e infantis enfrentam agora graves problemas financeiros, incluindo dívidas por liquidar e internos com os seus componentes e colaboradores.
Trabalhadores e júri sem remuneração o problema estende-se para além dos desfiles na Marginal. Membros do júri, apresentadores e toda a força de trabalho mobilizada para esta edição também não receberam os valores a que têm direito pelo trabalho realizado durante o evento.
Aprocal atribui responsabilidade ao GPL em resposta às críticas, a associação esclareceu a sua posição, alegando que o impedimento para os pagamentos é de ordem externa.
Segundo a organização, o Governo Provincial de Luanda (GPL) ainda não transferiu as verbas necessárias para a conta da APROCAL, impossibilitando assim a liquidação dos prémios aos grupos e os pagamentos a todas as pessoas que trabalharam no Carnaval 2026.



