O Partido Iniciativa de Cidadania Para o Desenvolvimento de Angola (CIDADANIA) através do Comité Político Nacional realizou hoje, 22 de Agosto a II Reunião Extraordinária, em Luanda, impulsionado pela situação grave que o país atravessa e a convulsão social que dezimou vidas muito recentemente.
Falando a imprensa o Presidente Júlio Bessa, fez saber que o partido condena os actos de vandalismo e o saque de bens privados e públicos, mas manifesta indignação ainda maior com a violência exercida contra os cidadãos, que resultou em mortes e pessoas ‘literalmente fuziladas’.
“A decisão de convocar esta reunião de emergência prendeu-se com os acontecimentos recentes, que incluíram a morte de pessoas, algumas das quais foram ‘literalmente fuziladas’ porque já de costas para fugirem com bens”. Disse para depois avançar que, de acordo com o seu entendimento, ninguém deve ser morto por roubar. A lei não permite isso.
O partido reforçou a sua posição baseada nos princípios constitucionais, declarando que a Constituição da República de Angola é bastante clara. “Nem aos juízes do Tribunal Supremo lhes é permitido condenar quem quer que seja à morte. Perante a gravidade dos factos, o Comité Político Nacional exige uma investigação séria para apurar responsabilidades e garantir justiça”, apelou.
Júlio Bessa levanta uma outra preocupação que no seu entender prende-se na decapitação de lideranças de algumas associações e prisão de muitos jovens activistas, considerando inaceitável que um governo que sempre defendeu os angolanos e que diz que é o povo, esteja a prender e a matar o seu próprio povo.
Outrossim, a repressão aos direitos de liberdade é outra preocupação apreciada pelo Comité Político Nacional que denunciou que muitos membros do partido governamental, que foram vítimas de repressão colonial, estão agora a reprimir cidadãos angolanos em liberdade, que estão a exercer o seu direito de liberdade de confissão de liberdade de expressão.
A II Reunião Extraordinária do Comité Político Nacional decorre nos dias 22 e 23 de Agosto, em Luanda, vai juntar membros do CPN, líderes religiosos, sindicais e membros da organização civil