O Presidente do Partido CIDADANIA Júlio Bessa, acredita que o actual Presidente da República como garante da Constituição e da estabilidade saberá fazer a transição pacifica de regime que os angolanos reclamam no estrito respeito pela vontade soberana dos cidadãos.
Nestes termos, afirma Júlio Bessa que chegou a hora de Angola ter um governo CIVIL de facto. Chegou o momento de se construir uma democracia para os cidadãos, e não mais uma democracia só para os partidos políticos.
“O CIDADANIA entende que, entre as causas mais profundas do actual conflito social, está o apego desalmado ao exercício do poder sem objetivos políticos genuinamente nobres, mas tão somente como parte de uma agenda de carácter existencial, cujo objectivo único passou a ser a preservação de interesses oligárquicos e corporativos sem qualquer ligação com os problemas reais do país”.
No entender do Cidadão Bessa, para o Partido-Estado, governar tornou-se apenas mais um exercício de sobrevivência do que de serviço à cidadania e ao bem comum. Em nosso entender, urge priorizar e aprofundar o diálogo. Tomarem-se medidas correctivas para se eliminar a cultura da morte e garantir-se de modo irreversível a inviolabilidade do direito à VIDA.
“Ninguém deve perder a vida por causa da comida ou o que quer que seja! Peço por isso a todos os presentes que em homenagem rendamos um minuto de silencio às vítimas dos recentes infaustos acontecimentos. Que as suas almas descansem em paz!”.
Um trecho do discurso do Presidente do Cidadania durante abertura da II Reunião Extraordinária
Como notas finais, gostaria de enfatizar que projectamos o CIDADANIA com muita discrição, ao longo dos últimos três anos, não como um simples Partido político, mas como um movimento de cidadãos conscientes, patriotas, comprometidos com o País, para catalisar a ALTERNÂNCIA COM MUDANÇA e garantir o futuro da presente geração de crianças e jovens.
Fizemo-lo porque entendemos que chegou a hora de construir para Angola UMA TERCEIRA VIA e porque estamos convencidos que para haver mudança, o MPLA, o empregado actual, tem de ser exonerado das suas funções e despedido pelo voto livre e soberano do povo.
A mudança em Angola terá de ser protagonizada com sabedoria e inteligência, com paz e respeito ao próximo, a lei e as instituições republicanas, com o concurso de todos, inclusive com a larga maioria de cidadãos inteligentes, ainda lúcidos e de grande bom senso, que actualmente militam no MPLA.
A antiga oposição armada, sozinha, não vai conseguir a mudança. Aliás, é ponto assente entre os cidadãos que os auto-denominados movimentos de libertação já cumpriram o seu papel libertador. Reconhecemos nos nossos princípios e documentos fundacionais, HOLDEN ÁLVARO ROBERTO, ANTÓNIO AGOSTINHO NETO e JONAS MALHEIRO SAVIMBI, os três juntos, como Pais Fundadores da Nação angolana.
Defendemos que o Estado deve constituir uma Comissão da Verdade, liderada pelas entidades eclesiásticas, para ajudar a sociedade a SARAR AS FERIDAS DO PASSADO, buscando o perdão de uns e de outros, para termos a PAZ DEFINITIVA nos nossos espíritos e unirmo-nos para a construção da NOVA ANGOLA.
Defendemos também que Angola nunca mais deve ostracizar os seus Presidentes. O Presidente José Eduardo dos Santos fundou a República de Angola em 1992 e suas instituições republicanas e 10 anos depois proclamou a paz como um bem inviolável e indispensável ao desenvolvimento de Angola. Por esta razão, o seu nome deverá sempre ser respeitado e a sua memória honrada.
De igual modo, o Presidente João Manuel Gonçalves Lourenço representa a todos nós e o Estado angolano no plano nacional e internacional. Podemos discordar das suas políticas e de alguns dos seus posicionamentos, mas deve sempre ser tratado com dignidade e respeito.
As novas gerações exigem O RESGATE E A VALORIZAÇÃO DA CIDADANIA PARA A CONSTRUÇÃO DO FUTURO, e não os feitos heroicos do passado. Aliás, ninguém deveria orgulhar-se de ter lutado contra seus próprios irmãos, porque uma guerra civil, entre irmãos filhos da mesma mãe, não tem vencedores, SOMENTE PERDEDORES.
Por isso dizemos que CHEGOU A HORA DA TERCEIRA VIA. CHEGOU A HORA DE ANGOLA TER UM GOVERNO DE CIDADÃOS competentes, que o povo escolhe com base na MERITOCRACIA, e não com base na militância partidária nem nas patentes militares.
CHEGOU A HORA DA CIDADANIA, chegou a hora da SOCIEDADE CIVIL, ASSUMIR O CONTROLO DO ESTADO DE DIREITO DEMOCRÁTICO.
Não está em causa o combate às pessoas em si, combatemos sim, as ideias erradas como a defesa e manutenção do poder a todo o custo, a cultura da corrupção e da morte, e a noção enraizada de que Angola pertence ao MPLA.