O general Manuel Paulo Mendes de Carvalho “Paka” reaparece publicamente esta sexta-feira, após semanas de incerteza quanto ao seu paradeiro, confirmando que se encontra em Luanda e que foi formalmente notificado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) para prestar declarações, na qualidade de arguido, num processo crime cujo objecto não foi ainda tornado público.
Em declarações à Rádio Essencial, o oficial superior das Forças Armada Angolanas (FAA), na reforma, revelou ter sido notificado pela Direcçãl Nacional de Investigação e Acção Penal (DNIAP) para comparecer ne próxima terça-feira, 13 de Janeiro pelas 10h00, nas suas instalações.
Apesar de afirmar desconhecer a identidade do queixoso, Paka admite suspeitar que o processo esteja relacionado com as duras críticas que tem dirigido ao Presidente do República, João Lourenço, e ao Executivo, em sucessivas intervenções nos meios de comunicação social.
A reaparição do general ocorre depois le, nos dias 23 e 30 de Dezembro do ano transacto, forças de segurança se terem deslocado a residências associadas ao oficial, numa tentativa de o localizar, sem que, até ao nomento, as autoridades tenhan prestado esclarecimentos públicos obre o âmbito das diligências.
Na entrevista, general Paka rejeitou a ideia de fuga e classificou como irregular o alegado contacto telefónico feito em Dezembro para o intimar a comparecer na PGR sustentando que tal procedimento viola as normas legais de notificação.
‘Eu sou angolano e não sai de Angola. Andei pelo Huambo, Miungo, Kibala e Kangandala. Não me escondi” afirmou, acrescentando que regressou a Luanda depois de saber través da familia, que estaria a ser procurado por várias instituições do Estado.
O general foi particularmente crítico quanto à actuação das autoridades, chegando a comparar a situação a uma perseguição politica. “A minha mulher disse que parecia perseguição de Hitler”, declarou, acrescentando que foi o seu advogado quem contactou posteriormente a PGR para bter esclarecimentos e regularizar c situação processual.
Apesar do tom duro, Paka garantiu que irá comparecer na data marcada, afirmando não ter receio das consequências. “Se aqueles que roubaram milhões e andam a paga Messi não fogem de Angola eu ambém não vou fugir”, disse, numa crítica directa à selectividade da justiça e à impunidade que, segundo defende, marca o combate à corrupção no pais.
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