A MABOR-Manufactura Angolana de Borracha, unidade na altura especializada no fabrico de pneus e câmaras-de-ar para veículos automóveis durante a época colonial, encerrou as actividades nos anos 90, devido a escassez de matéria-prima e técnicos qualificados, com 405 trabalhadores que aguardam pela indemnização.
Devido as alterações de circunstâncias que presidiram à sua constituição e funcionamento, situação que imepde que a mesma cumpra com os objectivos pelos quais foi constituída, o Presidente da República através do Despacho n.º56/23 de 28 de março, autorizou a dissolução e liquidação da empresa Mabor.
Os funcionários, contam que a Comissão Liquidatária coordenada pelo Instituto de Gestão de Activos e Participações do Estado (IGAPE), procedeu a prova de vida aos trabalhadores nove meses depois do Despacho Presidencial.
Entretanto, o IGAPE terá passado a confiança aos trabalhadores que a situação seria ajustada até o mês de Agosto de 2025, as questões da Segurança Social, salários em atrasos, bem como a respectiva indemnização, sendo o Estado o detentor maioritário do capital social da MABOR, com 56,024% dos 100% das acções.
Os trabalhadores alertam que a situação tem condenado a morte vários funcionários, que por desgosto e o aperto da situação económica e social, associado a idade avançada de muitos, tem contribuido negativamente.
O coletivo que preferiu anonimato, dizem que acreditam nas políticas do Presidente da República e lançam pedido de ajuda, no sentido de se resolver a situação o mais rápido possível.



