O Serviço de Investigação Criminal (SIC), desmantelou neste domingo, (10), no bairro Boa Fé, município dos Mulenvos, uma associação criminosa autodenominada “Força de Intervenção Comunitária” (FIC), implicados nos crimes de uso indevidos de sinais e uniformes semiliares das forças de defesa, extorsão e falsas promessas de ingresso aos Bombeiros.
De acordo com a nota enviada ao O Flagrante, a operação resultou na detenção de 60 cidadãos, incluindo a sua liderança, flagrados a realizar uma formatura clandestina onde ministravam aulas de Ordem Unida.
O grupo é composta por mais de 5 mil membros a nível nacional, sendo que 1.800 estão na província de Luanda. O processo de inscrição custa 5 mil kwanzas e os mais de 5 mil membros pagavam quota mensal de dois mil kwanzas mensalmente.
A organização é liderada pela cidadã Dorotéia Domingos Correia Canhongo, que se apresentava como “Comissária-Chefe” e Presidente da FIC, e pela sua filha Eliana Dorotéia Canhongo, “Comissária” e Directora de Recursos Humanos. Integram igualmente a liderança Carlos Augusto de Almeida Pascoal, “Comissário-Adjunto” e Vice-Presidente, e Edgar Canhongo António, “Superintendente-Chefe”. Todos detidos.
O SIC esclarece que o uso de uniformes e postos similares aos das Forças e Serviços de defesa e Segurança do Estado constitui crime previsto na legislação penal angolana.
O SIC apela à população para denunciar a existência de grupos que se façam passar por instituições do Estado, de modo a preservar a ordem, tranquilidade e segurança públicas.



