Comandante da esquadra da Vila Azul, intendente, foi detido pelo Serviço de Investigação Criminal (SIC) mediante mandado de detenção por forte indícios no envolvimento na morte do efectivo da PIR identificado por Joaquim Gunza, de 33 anos de idade, ocorrido na quinta-feira, 16 de julho.
Além do intendente, foram detidos também, um efectivo do SIC, agente de Investigação Criminal de 3ª Classe, três efectivos da PNA, sendo um Intendente, um Subinspector, Chefe de Pelotão da Esquadra, e um 1.º Subchefe, graduado de Serviço à data dos factos, por fortes indícios da prática dos crimes de Homicídio Qualificado, em razão dos motivos e em concurso com outros, por Sonegação de Cadáver e Ocultação de Provas.
De acordo com a nota do SIC, as investigações determinaram que o crime ocorreu na parte dianteira do quintal da Esquadra, por disparos de arma de fogo do tipo pistola. Numa altura em que o presumível autor, Agente do SIC, (em fuga), em companhia do Agente ora detido, não estando de serviço, em convívio, na madrugada, num dos bares locais na zona do Luanda Sul, em Viana, interpelaram a vítima que se fazia transportar por um mototaxista.
Levaram-nos para o interior da Esquadra da Vila Azul, onde, no desentendimento na hora de fazer descer as vítimas, terão ocorrido os disparos contra as vítimas, que conheceram morte imediata. O acto foi presenciado por alguns dos efectivos da PNA, em serviço de piquete, que nada fizeram para conter a acção injustificada.
Em acto contínuo, esses agentes do SIC, de modo a desfazerem-se dos cadáveres, foram depositá-los no bairro Belo Horizonte, na via pública, juntamente com os demais objectos das vítimas e invólucros de munições.
O SIC fez deslocar peritos de campo que procederam à inspecção judicial do local, onde foram encontrados dois cadáveres, e apreendidos uma arma de fogo do tipo pistola, marca TT, um bilhete de identidade, uma carteira de bolso com passe da Polícia Nacional e uma motorizada, marca Kawasaki, cor preta, sem matrícula.
Cumpridas todas as formalidades, os cadáveres foram removidos para a Morgue Central de Luanda para posterior perícia médico-legal.
A investigação recorreu às câmaras de vigilância na localidade, que auxiliaram na identificação da viatura particular dos autores usada na acção.
Refira-se que os efectivos da PNA já detidos, e outros por deter, estão envolvidos no encobrimento deste acto, pois não reportaram a ocorrência, com a agravante de não terem tomado medidas adequadas contra os autores.
Para além do procedimento criminal, foi instaurado o competente processo disciplinar para tomada das medidas que se impõem.
Os efectivos ora detidos serão presentes ao Ministério Público para ulteriores trâmites legais, enquanto as diligências prosseguem para deter outros implicados.
O SIC reafirma o seu compromisso com a verdade e a justiça, garantindo que a conduta dos seus efectivos deve ser sempre exemplar e a actuação profissional, quer estejam em serviço ou na vida particular, respeitando sempre os direitos e liberdades dos cidadãos, pois a violação destas regras é passível de sanções severas, que vão até à expulsão.






