30 C
Loanda
Quinta-feira, Fevereiro 12, 2026

Buy now

spot_imgspot_img

Procuravam pelo mais velho: Jovem de 22 anos levado pelo SIC aparece morto

Jovem de 22 anos, estudante da 12ª classe, identificado por Orlando Barros, foi morto a tiro por elementos do Serviço de Investigação Criminal que procurava pelo seu irmão mais velho, na madrugada de quarta-feira, por voltas da uma hora da madrugada, no município dos Mulenvos, em Luanda.

O jovem foi levado por cinco elementos vestidos com colete do SIC supostamente colocados no comando dos Mulenvos com pretexo de conversar sobre o paradeiro do seu irmão mais velho, do qual estavam à procura.

Eva Maria Barros, mãe da vítima, conta que quando eram 1 hora da madrugada de quarta-feira, homens com colete do Serviço de Investigação Criminal romperam a porta e perguntaram pelo Morje, irmão mais velho da vítima.

A mãe terá informado aos agentes, que o filho e a esposa de quem procuravam não se encontravam em casa, todavia, não desconhecia o seu real paradeiro.

Durante a abordagem, Eva recorda que o filho de apenas 22 anos, estava com dois telefones em mão, essa terá alertado o jovem a colocar os móveis a carregar, minutos depois um dos agentes recebeu-os para evitar que comunicassem sobre a acção.

Gelson da Silva, pai do jovem, conta que a vítima ligou-o para avisar que os efectivos do SIC estavam na casa da noiva do filho mais velho e em seguida iriam para casa.

Apavorado, Gelson pegou na viatura e com medo de ser identificado colocou-se na estrada em sentido contrário, minutos depois foi interpelado por uma patrulha da Polícia Nacional, que terá se identificado como colega e que estava aflito pós, a sua casa estava a ser invadidos por elementos desconhecidos.

Recorda que os efectivos subiram na patrulha e colocaram-se em andamento sem prestar qualquer ajuda possível.

Na altura o filho já havia sido levado pelos supostos agentes do SIC que se faziam transportar com uma carrinha de cor branca descaracterizadas.

Segundo relatos de familiares e vizinhos, os dois tinham traços físicos semelhantes. O equívoco ou eventual acção deliberada terá colocado o menor na mira dos supostos investigadores.

Horas depois, o corpo de Orlando foi encontrado nas mediações dos edifícios AAA, na Via Expressa. Estava morto a tiro, ao lado de outros dois corpos ainda não identificados pela família. A cena descrita por testemunhas é devastadora: três jovens estendidos no asfalto, vidas interrompidas de forma brutal, sem explicações imediatas, sem direito à defesa.

A família afirma não ter recebido qualquer notificação oficial sobre uma eventual detenção ou operação. Até ao momento, as circunstâncias exactas da morte permanecem por esclarecer, alimentando suspeitas de execução sumária.

O caso reacende o debate sobre a atuação de alguns agentes que, sob a capa da autoridade do Estado, estariam a protagonizar acções que contrariam os princípios da legalidade e da justiça.

Artigos relacionados

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here

PUBLICIDADEspot_img

Artigos Mais Recentes