Afinal o material mineral apreendido, a semana passada, na província do Icolo e Bengo, pela Polícia Nacional, através da DIIP, na Estrada Nacional n.º 230, durante uma operação de fiscalização, não se tratou de Cobalto, como fez saber à imprensa, o comunicado do comando provincial da Polícia Nacional no Icolo e Bengo.
Trata-se de Silício Industrial, pedras que a polícia, por falta de conhecimento confundiu com Cobalto na altura e apreendeu 35 toneladas deste recurso mineral do tipo pedras mistas, por confundir com Cobalto, por sinal proibido pelas autoridades.
A empresa produtora lamenta o facto do da Polícia Nacional de Angola ter confundido este produto com Cobalto, o que não tem nada a ver.
A empresa, que está devidamente reconhecida e legalizada pela Estado e trabalha há anos da exportação da Silício Industrial e tem cumprido com rigor o regulamento do Governo angolano.
Instalada na comuna do Biópio, município de Catumbela, na província de Benguela, a empresa diz que a mercadoria aprendida não foram pedras de Cobalto, pois a fabrica, faz transformação de quartzo, para ser transformar em sillicom.
O silício Industrial, também conhecido como silício metálico ou silício cristalino, é um material industrial importante e amplamente utilizado em metalurgia, indústria química, máquinas, aparelhos elétricos, aviação, construção naval, energia e outros campos.
A sua exploração e exportação em Angola não está proibida pelas autoridades, tal como está o Cobalto.
Especialistas do Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, confirmam que a exploração e exportação em Angola não está proibida deste que é feita legalmente, conforme emana a Código Mineiro e demais leis vigentes.
O produto era transportado por um camião contentorizado, devidamente legalizado para o efeito, quando foi mandado parar pela Polícia Nacional, durante uma operação de fiscalização.
Segundo o porta-voz da Polícia Nacional no Icolo e Bengo, intendente Euler Matari, a intervenção policial foi motivada por declarações contraditórias prestadas pelo responsável da mercadoria.
A empresa, dono do produto, já prestou todas as declarações possíveis as autoridades e continua aberta a cooperar para ajudar a polícia a discernir o que é Silício Industrial e Cobalto.



