O Movimento de Estudantes Angolanos (MEA) denunciou nesta semana um esquema de atribuição de notas em troca de favores sexuais, que segundo informação tem estado acontecer há anos na Faculdade de Engenharia da Universidade Agostinho Neto, em Luanda.
De acordo com dados em posse do O FLAGRANTE, o cidadão Ernesto Ginga Holeca responsável pela gestão do sistema de notas, aliado supsotamente com alguns professores, assedia estudantes com resultados baixos com promessas de superação de notas em troca de favores sexuais.
Ernesto Holeca, recebia mini pautas para o lamçamento das notas, entretanto, algumas vezes controlava provas nas salas de aulas, a partir daí, conseguia identificar as vítimas, para mais tarde as abordar com fim de colocar a proposta de superação de notas ou garantir aprovação em determinadas cadeiras.
A denúncia soada pela comunidade estudantil daquela Faculdade, despertou atenção do movimento dos estudantes liderado por Simão Formiga que tornou público o assunto, que até então era secredo fechado a sete chaves.
Uma das vítimas, conta que inicialmente o cidadão em causa se disponibilizou a ajudar, sendo que está, pretendia tratar uma declaração para concorrer numa bolsa de estudo no ano lectivo 2024/2025. Segundo a estudante, o tempo se foi e Ernesto passou a exigir um encontro amoroso a título de agradecimento ao gesto..
O FLAGRANTE tem conversas que Ernesto mantinha com as vítimas e um áudio, onde ele aparece a pedir beijos numa estudante, como recompensa supostamente por este ser ajudado numa daterminada cadeira.
Engenheiro reconhece o erro
Em contraditório ao nosso jornal, Ernesto Ginga Holeca, nega ter envolvimento com estudantes, porém, admite que manteve conversas e que não passavam de mera brincadeira.
“Eu nunca fiz sexo em troca de notas… A conversa que algumas estudantes gravaram áudio, mas não fiz sexo com ninguém. Além disso não sou docente, sou administrativo”, disse em mensagens trocadas com o jornalista do O FLAGRANTE.
Justificou a existência do áudio da seguinte maneira: Uma estudante foi até a secretaria pedindo ajuda, diz ter alertado a mesma o facto dele não ser professor e num tom de brincadeira, pediu beijo, parafraseou que não nega a existência do áudio.
Em fim de conversa, o engenheiro reconhece que comenteu um grande erro, porém, jura de pés juntos que nunca manteve relações sexuais em troca de notas e que tudo não passava de conversas com tom de brincadeira.
O FLAGRANTE, tomou contacto com um despacho interno N.º049/DEC/FEUAN/2026, onde o Decano da Faculdade de Engenharia da Universidade Agostinho Neto, determina a criação de uma comissão de inquérito para averiguar a matéria de denúncia e apresentar o relatório em cinco dias úteis.



