O partido CIDADANIA promoveu uma sessão formativa, dirigida às mulheres, onde reflectiram questões importantes ligadas à família, o reconhecimento da união de facto, violência doméstica e fuga à paternidade, sob lema ” Cidadania no feminino”. O acto decorreu no sábado, (28), no Cazenga em Luanda.
O evento que assinalou as celebrações do mês da mulher, visou discutir problemas reais da sociedade, com ênfase em questões de natureza jurídica e social que afectam maioritariamente as mulheres, consideradas pelo partido como o pilar da organização familiar e da estabilidade do país
Durante abertura da sessão formativa, o presidente, Júlio Bessa, fez saber que o seu partido pretende trazer uma nova forma de abordar os problemas críticos do país sem tabus. Uma via diferente dos partidos tradicionais que emergiram da luta de libertação nacional e que estão a ficar ultrapassados pelo tempo.
Presidente do partido CIDADANIA, Júlio Bessa
“Queremos mudar as leis lá onde elas tiverem de ser mudadas, a fim de proteger convenientemente a mulher: seja ela casada ou mãe solteira, os filhos de todas as relações e também aquela mulher que
<span;>perde tudo por se tornar viúva, porque a família do esposo falecido se apropria ilegalmente do património da família, sob o pretexto de ser da tradição”, disse.
“A dignidade de serem mulheres africanas, as principais construtoras e o sustento da família”
O partido dos ‘cidadãos’ quer trazer políticas novas e eficazes para combater o flagelo da violência na família, da fuga à paternidade e à maternidade, bem como, orientar o Estado a proteger todo tipo de famílias: tanto as famílias formadas pela mãe e pelo pai; como as famílias formadas só pela mãe e pelos filhos e a avó; ou as famílias em que há apenas a mãe, os filhos e os sobrinhos; as famílias em que há apenas um provedor.

A sessão formativa contou com especialistas da nossa praça, divido em dois painéis de palestras denominado “Cidadania e Família”, a União de Facto descorrido pela Drª Ângela Bessa e Violência Doméstica e Fuga à Paternidade, abordado pelo Dr. Kelson Antas Miguel.
Para as mulheres, Marcela Bessa deixou como missão o terceiro objectivo daquele braço feminino dos ‘cidadãos’, a expansão dos núcleos nos bairros, entendedo que só assim, se vai conseguir eleger uma maioria de mulheres para o Parlamento da República de Angola.
“Essa maioria feminina terá mais sensibilidade para adoptar medidas de política que fortalecem a coesão das famílias angolanas e substituem nos lares a cultura do machismo pela cultura da igualdade, felicidade e respeito mútuo”.
Marcela acredita que com a maioria feminina parlamentar, se poderá adoptar medidas que incentivam todas empresas com mais de um certo número mínimo de trabalhadores a instalarem creches para os filhos dos funcionários.
Terminou dizendo, “uma maioria parlmantar feminina aprovará o nosso pacote legislativo da coesão social e outras leis com sensibilidade maternal e sentido de Nação, porque mulheres unidas e decididas educam famílias fortes e formam uma Nação forte e unida”.



