Os líderes das organizações legalmente reconhecidas do CNJ dirigiram-se hoje ao encontro de indivíduos que se faziam passar por membros do Conselho Nacional da Juventude, os quais tentavam realizar uma assembleia com o objevtivo de eleger para a presidência um cidadão anteriormente expulso do CNJ por alegadas práticas fraudulentas.
Perante a situação, os envolvidos abandonaram o local de forma precipitada, sem deixar informações sobre o seu paradeiro, encontrando-se neste momento em local incerto. A questão que se coloca é: por que razão este jovem insiste em ocupar, à força, a cadeira máxima do CNJ?
A direção legalmente reconhecida do Conselho Nacional da Juventude denunciou nesta sexta-feira uma alegada tentativa de realização de uma assembleia paralela promovida por indivíduos considerados “falsos membros” da organização, com o objetivo de eleger um cidadão anteriormente expulso da estrutura juvenil. Segundo fontes ligadas à liderança do CNJ, representantes das organizações legalmente integradas no conselho deslocaram-se ao local onde decorria o encontro, considerado ilegítimo pelos dirigentes oficiais. A situação gerou momentos de tensão, levando os participantes da suposta assembleia a abandonarem o local de forma precipitada.
A direção do CNJ acusa determinados grupos de tentarem “tomar à força” a liderança máxima da organização juvenil, numa altura em que o mandato da atual direção aproxima-se do fim. De acordo com a estrutura oficial, a próxima assembleia legal do conselho está prevista para novembro de 2026, ocasião em que Isaías Klaunga deverá deixar a presidência da instituição.
Responsáveis ligados ao conselho defendem que qualquer processo de sucessão deve ocorrer dentro dos mecanismos legais e estatutários do CNJ, respeitando os princípios democráticos e a representação das organizações juvenis. A liderança atual considera ainda que existem interesses externos a incentivar a desorganização interna, com o objetivo de desgastar a imagem da direção eleita.
O conselho destaca que, ao longo dos últimos anos, conseguiu reunir jovens provenientes de várias organizações juvenis e partidos políticos com assento parlamentar em Angola, promovendo diálogo e participação juvenil no país. Até ao momento, não houve pronunciamento público dos alegados organizadores da assembleia paralela.



