Moradores do Complexo Residencial Filipe Ngonga, localizado no bairro Militar, comuna da Estalagem, município de Viana, em Luanda, denuncia tentativa de despejo e usurpação de competências, praticados por efectivos do Serviço de Investigação Criminal afectos a direcção de combate aos crimes organizados do SIC geral.
De acordo com Filipe Mateus, responsável do Complexo Residencial, na quinta-feira, 09 de Abril no período mantinal, cerca de 39 agentes do SIC e outros da Unidade de Reacção e Patrulhamento colocados na esquadra do KM-9, retiraram com uso da força, todos moradores, incluindo crianças, que não foram poupadas da brutalidade dos homens da farda azul.
“Pela quarta vez consecutiva, um grupo de indivíduos fortemente armados e encapuzados invadiu o referido espaço sem a apresentação de qualquer mandado judicial, praticando actos que configuram clara ilegalidade”, lamenta o facto.
O responsável, fez saber que os efectivos presentes no local sem exibição de qualquer título judicial, asseguraram que cumpriam ordens emandas pelo Director Geral do SIC, orientações que ditava o despejos dos moradores daquele complexo residencial.
Durante a referida acção, os moradores foram retirados à força, incluindo crianças presentes no local, com vários disparos de arma de fogo, tendo a acção resultado em 12 feridos, dada a brutalidade empenhada pelos efectivos.
A vítima, conta que na retirada do contigente militar, foi colocado um grupo de aproximadamente 15 indivíduos, vulgarmente conhecidos por ‘caenches’ com o objectivo de intimidar os residentes.
Filipe Mateus, invoca a existência de um auto sumário de manutenção de posse emitido pelo tribunal competente, o qual garante a si, o direito legal sobre o referido espaço, tornando estas acções ainda mais graves e ilegais.
Adicionalmente, recorda que no passado dia 28 de Agosto de 2025, foi formalmente submetido um documento ao Serviço de Investigação Criminal (SIC) Geral, protocolado na recepção pelo senhor Aldmiro Paixão, no qual se solicitava protecção para o senhor Filipe Mateus Ngonga, devido a ameaças de morte que vinha recebendo.



