Razões por detrás da destruição da Ilha Seca no Cazenga: ‘Pecados’ que não levarão Nádia Neto ao ‘paraíso’

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Administração do Cazenga, liderada por Nádia Neto, procedeu o encerramento do ponto comercial “Ilha Seca”, localizado na rua dos Comandos, na terça-feira, 16, alegadamente por constante obsrução da via pública que impedia livre circulação de ambulâncias.

Nota de esclarecimento partilhada na página do Fecebook da Administração, justifica que a medida surge em resposta às queixas dos moradores e às constastes obstruções na via pública que impossibilita a circulação de ambulâncias.

Justificação essa, que foi refutada pelos feirantes, que recordam o surgimento da velha Ilha Seca, espaço de lazer que soma décadas, antes conhecida por “Feira da Pobreza”, serviu e continua até a data sua destruição como fonte de rendimento de centenas de famílias.

“Aqui era uma lagoa, sob aproveitado há décadas, antes batizada por Feira da Pobreza, inclusive vários administradores passaram pelo município e respeitaram a feira, pelo facto daquele espaço ser o ganha pão de muitas famílias”, disse uma feirante.

No mar das especulações, feirantes, acreditam na possibilidade do espaço público ter sido vendido a um particular, dada urgência como foram removidas.

Feirantes, dizem serem surprendidos com a decisão fixada no espaço, que terminava a remoção das vendedeiras num prazo de 72 horas, justificando que o espaço público foi ocupado por operadores económicos de forma ilegal e funcionava sem qualquer licenciamento. Fundamente a nota, que a acção viola a Postura Municipal nº 57/24, artigos 8º, 9º e 84º.

Vai mais longe dizendo que a ocupação irregular estrangulava a Rua dos Comandos. Moradores queixavam-se da dificuldade de circulação de peões, viaturas e, em caso de emergência, de ambulâncias e bombeiros. O local também era apontado como foco de lixo e desorganização.

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