O mal se for feito por uma pessoa de cor escura, é problema, mas um mal feito por alguém de cor clara é entendido como normal.
É inclusive apadrinhada com grupos de solidariedade que inclusive atrapalham a reflexão da moral e colocam a moral numa luta com o uso de que o facto que aconteceu foi por conta da inteligência artificial.
O caso Jú Martins é exemplo disso. Quando Catraio teve o azar que teve, numa pensão, todos o criticaram. Mas Catraio fez numa pensão. Jú Martins fez na sede do partido MPLA.
Mas como sempre foi considerado um insubstituível, por ser o único que pensa, os seus erros são velados em vigília, e ninguém ousa falar, repudiar, criticar ou se desculpar.
Nem a OMA que recentemente se levantou contra as músicas de Tsunami conseguiu vir a público, nem para criticar ou defender Jú Martins, mas vir falar da moral da mulher que se perde por conta de favores de cama, numa altura em que o país conheceu progressos com mulheres como Esperança da Costa, Carolina Cerqueira, Luísa Damião que no mandato de JLo assumiram cargos na estrutura do Governo e do partido.
A moral da mulher do MPLA está beliscada. Paira a mensagem clara de que na sede do MPLA, a promoção para qualquer área, acesso ao emprego e aos cargos existe teste de gabinete. É simplesmente lamentável.
Elias Jacinto, professor universitário



